A INDEPENDÊNCIA do BRASIL #143

🇧🇷 “INDEPENDÊNCIA ou MORTE”

🤔 Será que isso foi dito mesmo?

👀 Normalmente escutamos 2 versões sobre o 7 de setembro de 1822: um príncipe corajoso decidiu romper com Portugal…

…ou um príncipe com dor de barriga foi “convencido” a fazer a independência.

❓ Qual das duas é verdade? E, uma pergunta melhor ainda é, quais foram as consequências desse ato?

🎧 Descubra neste episódio!

Dicas Culturais (2):

(1): Independência ou Morte (1972)

Durante a ditadura militar brasileira, muitos cineastas fizeram filmes históricos porque era uma maneira de filmar uma história maneira, e ao mesmo tempo se incomodar menos com a censura, ou até mesmo agradar o governo da época, que tinha uma campanha educacional que tentava mitificar algumas figuras da história brasileira.

Nesse contexto, em 1972, foi lançado o filme Independência ou Morte (1972).

E é importante lembrar que o ano de 1972 marcou os 150 anos da independência do Brasil, evento que foi comemorado com grande investimento da ditadura militar em eventos nacionais, incluindo o a produção desse filme. Um dos objetivos da obra era fortalecer o sentimento nacional patriotico e otimista, exaltando Dom Pedro I como herói. Inclusive o presidente na época, o General Médici elogiou a obra por seu caráter “inspirador e educativo”.

O filme retrata o processo de independência com foco na vida e nas aventuras de Dom Pedro I, José Bonifácio e Domitila de Castro. E como sempre é o caso de filmes sobre o Dom Pedro, o nosso primeiro imperador é interpretado pelo homem mais lindo de seu tempo, e nessa época, o maior dos galãs das novelas globais era Tarcísio Meira, que de fato, usando barba, parecia muuuito com o Dom Pedro.

Já a imperatriz era interpretada pela atriz Glória Menezes, que era esposa do ator… Tarcísio Meira . Isso aí obviamente chamou atenção da mídia, e aumentou o burburinho em volta do lançamento do filme, que teve um público de quase 3 milhões de espectadores, sendo o filme brasileiro mais assistido daquele ano. 

Apesar de ter sido filmado de maneira bastante históricamente acurada, o filme sofre algumas limitações, especialmente ao simplificar a atuação política das elites e tratar as pressões sobre o monarca de forma superficial. 

A narrativa começa com a crise que leva à abdicação de Dom Pedro I, e aí, faz um salto de volta para a juventude do imperador, para então contar de maneira cronológica uma retrospectiva de toda a sua trajetória política, dos tempos onde ele era apenas um príncipe boêmio e um playboy irresponsável, até o envolvimento dele com os agente políticos brasileiro que, junto dele, movimentaram a separação do Brasil de portugal. 

Claro, a cena central, a cena mais famosa do filme é o famoso  “grito do Ipiranga”, inspirada na pintura de Pedro Américo, recriada com forte carga patriótica e idealista… e que foji filmada de maneira completamente inacurada.

que é meio que a forma que todo o filme escolheu mostrar o Dom Pedro, mais como um herói shakespeariano do que como ele realmente era. O mais próximo que o filme chega de falar sobre os podres e contradições de Dom Pedro, foi mostrar o caso extraconjugal dele com a Marquesa de Santos, mas é naquela maneira “novelesca” de retratar draminha.

Ainda assim, o filme é maneiro, divertido, e vale a pena assistir. Para quem quiser conferir Independência ou Morte ,o filme é facinho de achar, e tem inteiro no youtube:

(2) A Independência do Brasil narrada pelos arquivos

O Arquivo Nacional possui muitos dos nossos tesouros documentais mais importantes: lá o pesquisador encontra manuscritos, impressos tipográficos, desenhos, mapas, fonogramas, fotografias, jornais, livros raros, filmes, enfim, é um grande acervo de tudo que foi registrado sobre a história do nosso país, enquanto essa história estava acontecendo.

E por meio do estudo dos documentos dessa instituição, é divulgado e socializado no Canal do YouTube do Grupo de pesquisa Memória, Informação, Discurso e Ciência (MIDisC) o lançamento do longa-metragem que celebra os 200 anos da Independência do Brasil.

No documentário intitulado “A Independência do Brasil narrada pelos arquivos”, ao mesmo tempo que expõe, é celebrado esse evento, seus desdobramentos e repercussões por meio dos registros documentais conservados no arquivo nacional. 

Essa intersecção entre Arquivologia e História é apresentada pelo arquivista Dr. Eliezer Pires da Silva e pela

historiadora Dra. Renata Vale, utilizando textos, mapas e documentos do arquivo nacional.

O documentário também mostra o cuidadoso e  minucioso trabalho dos arquivistas para fazer a organização, a preservação, a conservação, a disseminação e a disponibilização desses preciosos arquivos históricos, visando inclusive a digitalização desses arquivos, para facilitar o seu acesso aos pesquisadores.

O filme, faz parte do projeto de pesquisa realizado no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Memória Social da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). 

É um filme curtinho, e talvez até a dica cultural mais importante da semana, porque muitas vezes a gente presta muita atenção aos acontecimentos históricos, a análise dos dados, mas esquece que esses dados, essas histórias, estão registrados em algum lugar. 

E claro, é fundamental, até mesmo para nós aqui do geo pizza, que essas instituições de preservação estejam ativas, sejam celebradas, e acima de tudo, muito bem financiadas pelo governo.

Esse documentário, você encontra inteiro no youtube:

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