
📜 Qual o papel da MAÇONARIA na Independência do Brasil?
🤔 Será que ela controlava Dom Pedro I, como diziam alguns boatos?
🏛️ Todos aqueles que cercavam Dom Pedro I eram maçons: seu ministro José Bonifácio, o político Joaquim Gonçalves Ledo e o presidente da Câmara, José Clemente Pereira.
🔺 Poucas semanas antes do 7 de Setembro, o próprio Dom Pedro foi iniciado na loja maçônica Comércio e Artes no Rio de Janeiro.
👀 Coincidência?
❓ O que realmente ocorria dentro dos salões maçônicos antes da independência do Brasil? E o que Dom Pedro queria com a ordem?
🎧 Descubra neste episódio!
Dicas Culturais (6):
(1): Livro A História da Maçonaria no Brasil — Tenório d’Albuquerque
Se você terminou esse episódio pensando “caramba, essa galera da maçonaria comandava tudo”, essa é a leitura certa. Tenório d’Albuquerque escreveu uma das obras clássicas sobre como a maçonaria chegou ao Brasil, como a Comércio e Artes foi fundada, como o Grande Oriente Brasílico surgiu em 1822, e como personagens como Ledo, Bonifácio e o próprio Dom Pedro I se moviam dentro dessa rede.
É um livro denso, mas é a porta de entrada pra entender como um punhado de homens de fraque conseguiu derrubar um império sem levantar uma espada. Dica: procure edições mais recentes, porque as primeiras têm linguagem meio arcaica. Mas o conteúdo é ouro.
(2): Maçonaria, Sociabilidade Ilustrada e Independência do Brasil (1790–1822), 2006.
Esse livro é basicamente o making of desse episódio. Mansur Barata mostra como as lojas maçônicas, os jornalistas do Revérbero, os comerciantes do Rio e os políticos de Minas formaram uma rede de influência que moldou 1822 do início ao fim. Você vai entender melhor como Ledo usava a imprensa, como José Clemente Pereira era o homem da vez em todo lugar, e como a iniciação de Dom Pedro na Loja Comércio e Artes não foi uma coincidência — foi parte de um plano. Leitura obrigatória se você quer ir além do básico da escola.
(3): Constituição de Anderson (1723)
Esse documento é o DNA da maçonaria moderna. Foi escrito por um pastor inglês chamado James Anderson e publicado em Londres em 1723. É dele que vem toda a estrutura: os três graus, os rituais, as obrigações dos membros, as regras das Grandes Lojas. Benjamin Franklin chegou a reimprimir uma edição na América em 1734, com 28 anos, usando a própria tipografia.
O texto original está em domínio público e você encontra na Internet Archive ou na Biblioteca Nacional de Portugal. É meio denso de ler — o inglês é do século XVIII —, mas se você quer ver de onde veio toda essa maquinaria que a gente descreveu no episódio, é aqui.
(4): Joaquim Gonçalves Ledo e a Emancipação Politica do Brasil 1808-1822 Francisco Varela
Enquanto todo mundo fala de José Bonifácio, esse livro coloca os holofotes no cara que de fato fazia a máquina funcionar: Joaquim Gonçalves Ledo. Francisco Varela ]acompanha a trajetória dele como jornalista, maçom, orador e líder político. Você vai entender como ele usou o Revérbero para pressionar Dom Pedro, como articulou o título de Defensor Perpétuo, e como sua rivalidade com Bonifácio dentro da maçonaria definiu o rumo da independência. Ledo é o personagem mais subestimado da história brasileira, e esse livro é a prova.
(5): Revérbero Constitucional Fluminense (1821-1822)
O Revérbero não era só um jornal. Era o porta-voz escrito do grupo político de Ledo, a máquina de propaganda do movimento independentista. Quase tudo que a gente citou nesse episódio — o título de Defensor Perpétuo, a defesa da autonomia, os ataques aos deputados portugueses — passou pelas páginas dele. E o melhor: as edições originais estão disponíveis de graça na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Você pode ler os artigos quase semana a semana, como se estivesse acompanhando um Twitter de 1822. É bizarro ver como a linguagem mudou, mas o jeito de fazer política é exatamente o mesmo.
(6): Grande Oriente do Brasil — Museu Maçônico e Biblioteca
Pouca gente sabe, mas a sede do Grande Oriente do Brasil, em Brasília, tem um museu e uma biblioteca abertos ao público. O acervo tem documentos originais, medalhas, aventais de couro de carneiro, espadas, malhetes — sim, aquele martelo que a gente falou — e objetos ritualísticos que dão vida a tudo o que a gente descreveu no episódio. Você vê de perto as Três Luzes, os aventais dos três graus, e entende o que significa cada símbolo.
Informações sobre visitação estão no portal do Grande Oriente do Brasil. Vale a pena se você estiver em Brasília e quiser ver com os próprios olhos a maquinaria que derrubou Portugal. Inclusive, toda capital brasileira tem uma grande oriente. Observe bem que você verá o compasso em uma fachada próxima de você.